Obra pública precisa ser avaliada: se atende todas as exigências legais do licenciamento, se está de acordo e auxilia a sociedade alcançar seus objetivos constitucionais, se o projeto atende as normas técnicas. Se investimento tem origem em ministérios e secretárias, ser obrigado a apresentar também de como a obra se contempla no planejamento da cidade.
Quando estas verbas aparecem sem que a cidade tenha planejamento que a justifique, pode-se suspeitar que a corrupção esta se alimentando.
Simplificando: o nosso objetivo constitucional é uma sociedade democrática igual e solidária, comprometida com a redução das desigualdades.
A ciclofaixa não veio de uma discussão democrática, ferindo diretamente a igualdade sinalizando exatamente o para o oposto quanto a redução de desigualdades, ela segrega e exclui, pelo projeto, pela manutenção.
A insegurança se agrava mais pela falta de manutenção da Avenida criando a todo instante situação de risco de acidente pelo desgoverno de um carro provocado por uma cratera, poça d’água, uma duna em formação.
Também na mesma dimensão ou mais a manutenção da ciclofaixa, sinalização e pavimentação.
Estes 10 Km de ciclofaixa atende diretamente aos moradores do: Indaiá, Chácaras Itapanhau, Ranga Roa, Chácaras Vista Linda, Vista Linda e Alegre, Rafael, Ana Paula, Cancões, Mangue Seco, Rio da Praia, Maitinga, Vila Agaó e o Residencial Primavera; contemplando 50% da população segundo o censo IBGE de 2010.
É infração pelo Código Brasileiro de Trânsito: Art. 201 - Deixar de guardar a distancia lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta.
Se isto foi consentido pela obra, deve constar no seu processo uma declaração da Administração Pública, assinada pelo trânsito, dando ciência da legislação e quais ações a serem adotadas para garantia da segurança, juntamente com a sua responsabilidade diante de eventuais acidentes. Obs. Não se pode admitir de forma e maneira alguma que uma obra pública, mal planejada, mal conservada seja causa de acidente.
Em toda ciclofaixa desconheço sinalização indicativa para o trânsito a não ser a faixa já um tanto apagada e os olhos de gato, geralmente foscados pela areia.
A largura da ciclofaixa favorece acidentes mesmo em situações de normalidade quanto: a manutenção, sinalização, iluminação e limpeza, quando do cruzamento em sentido oposto exige que a bicicleta do lado da faixa a facilitar o cruzamento e se neste mesmo local estiver acontecendo um cruzamento de carros, não se tem distância de segurança para ninguém. E depois pode-se ouvir que o forte não respeita que o fraco que é um irresponsável, e se desconsidera a culpa pelo projeto e condições de sinalização, proteção e manutenção.
Parece que a ciclofaixa foi solução para outro problema e que o ciclista para a administração pública também deve ser problema.
É lamentável ver uma Legião de Renegados, pessoas de todas as idades, dividindo, espaço num corredorzinho às vezes apavoradas com um ônibus, ou caminhão a cruzar a menos de meio metro, pedalando no pesado e sujeito a derrapagem devido ao chão com uma camada superiror a 5 cm de areia.
